Longe da árvore

Por Ale Esclapes¹

Freud nos ensina que o amor paterno/materno é baseado no que ele chamou de “forma narcisista de amar” o que significa que os pais amam os seus filhos a partir do que eles são, foram ou gostariam de ser. Em outras palavras é um amor egoísta, sendo uma visão bem menos romântica que o conceito de "Família Doriana".

E o que acontece quando os filhos não correspondem a essa expectativa egoísta dos pais? O que é realmente aquilo que costumamos chamar de “amor materno/paterno”?

Neste livro corajoso e emocionante, Andrew Solomon nos traz um retrato de famílias onde o filho é um fruto que caiu muito Longe de sua Árvore. 

Nele, o autor investiga famílias cujos filhos são surdos, autistas, anões, gays, etc... e propõem essa discussão em um patamar realista, mostrando as dificuldades tanto do lado dos filhos quanto da família. 

O primeiro capítulo faz uma investigação teórica sobre o que envolve esse contexto, mas ao mesmo tempo mostra toda a discussão para o aspecto cotidiano a partir da experiência do próprio autor, que é judeu e gay. 

Nos demais capítulos traz depoimentos de diversas famílias que lidam diariamente com seus filhos.

Um livro que vai além dos aspectos técnicos, tanto psicológicos quanto políticos, recolocando a discussão no que tem de mais humano – os desafios e cotidianos dessas famílias e nos mostra uma real dimensão do que a palavra “diversidade” significa.

Longe da Árvore - Editora Companhia das Letras.
Pode ser adquirido através em: http://www.martinsfontespaulista.com.br/busca/3/0/0/MaisRecente/Decrescente/20/1////longe-da-arvore.aspx

¹Psicanalista, professor, escritor e diretor da Escola Paulista de Psicanálise-EPP e do Instituto Melanie Klein-IMK. Autor do Livro "A pobreza do Analista e outros trabalhos 1997-2015" e organizador da Coleção Transformações & Invariâncias.

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