Psicoterapia da Histeria

Por Ale Esclapes¹

Nesse artigo vou discutir as mudanças técnicas empregadas por Freud ao longo da obra "Estudos sobre Histeria" e fazer uma análise da parte final do livro chamada “A psicoterapia da Histeria” escrita por Freud. O modelo catártico tem um elemento temporal muito forte que entrelaça um trauma a um sintoma. Isso faz com que a técnica consista numa investigação de causas. No início a hipnose, bem como os poderes que se imaginava que essa tivesse desde de Mesmer, ou seja, ampliação da consciência o que permitiria lembrar de fatos recalcados.

O caso Elisabeth von R.

Por Ale Esclapes¹

No artigo anterior eu discuti o modelo catártico, a questão da sugestão e inferências (caso Emmy von N.). Nesse caso quero me aprofundar na questão da inferência. Mas antes, vamos falar um pouco sobre o caso clínico em si, que é considerado o mais próximo da psicanálise dos apresentados em Estudos sobre Histeria. 

O caso Emmy von N.

Por Ale Esclapes¹

A análise deste caso vai ser pouco mais extensa pois ele tem muitas complexidades. Mas primeiro vamos falar um pouco sobre o caso. Essa é mais uma das pacientes que apresentam no mínimo um quadro misto que, na minha opinião estaria mais próximo da paranoia que da histeria.

O caso Anna O.

Por Ale Esclapes¹

O caso "Anna O" ao contrário do que muitos pensam é um caso clínico de Breuer e não de Freud. Ela foi atendida entre 1881 e 1882, cerca de 14 anos antes da publicação de "Estudos sobre Histeria". Alguns sintomas chamam a atenção nesse caso clínico - delírios, fantasias de perseguição, reviver dramas exatamente um ano depois, nos mesmo dias em que ocorreram (jamais narrado em nenhum outro caso clínico em psicanálise), etc.

Comunicação Preliminar (Freud e Breuer)

Por Ale Esclapes¹

O "Estudo sobre Histeria" foi lançado em 1895, mas o primeiro artigo que acompanha essa obra que é a comunicação preliminar foi escrita conjuntamente com Breuer em 1893. A divisão desta obra é: Comunicação Preliminar, Casos Clínicos, um do Breuer e os demais do Freud, a parte teórica elaborada por Breuer e a parte técnica elaborada por Freud.

Fechner, Brücke, Meynert e Exner

Por Ale Esclapes¹

Como vimos no artigo anterior sobre Herbart, esse propôs que toda representação possui uma energia vinculada à ela. Gustav Theodor Fechner vai desenvolver essa ideia, principalmente no que tange ao termo “energia”, unindo-a a física. Ele vai propor por exemplo uma equação matemática entre o estímulo e a sensação do mesmo:

Pierre Janet

Por Ale Esclapes¹

Como vimos em Herbart, as representações que são expulsas da consciência formam um outro núcleo. Pierre Janet vai chamar de subconsciente as representações que não estão acessíveis à consciência. Através do estudo de seus pacientes, ele chega a algumas conclusões interessantes: 

Herbart e o Inconsciente

Por Ale Esclapes¹

Johann Friedrich Herbart (1776 - 1841) - é mais conhecido no meio da pedagogia do que da psicanálise, mas ele tem uma ligação direta conosco. Ele foi aluno de Fichte e se fez a seguinte pergunta: onde estão os pensamentos que não estão na nossa mente nesse momento? A mesma pergunta que Freud se faz na primeira parte de “O ego e o Id”. Mas as influências são bem mais profundas.

A grande histeria de Charcot

Por Ale Esclapes¹

Foi sob a batuta de Charcot em Salpetriere, um hospital em Paris, que a histeria foi parar nos laboratórios. Primeiramente em experiências envolvendo a hipnose e depois utilizando a corrente elétrica. Em ambos os casos o objetivo era reproduzir os sintomas em um ambiente controlado. Seu pensamento é vasto e eu separei apenas o que nós vamos utilizar futuramente nos nossos vídeos.

Repressão à Histeria

Por Ale Esclapes¹

Antes de adentrarmos nos desenvolvimentos da histeria no século XIX, seria interessante analisarmos alguns aspectos sociais e políticos. No século XVIII na Inglaterra, no período Georgiano, criou-se uma cultura do aristocrata sensível.

Paul Briquet

Por Ale Esclapes¹

Para esse autor a histeria é uma repetição das paixões. E de quais paixões?: as ruins, penosas, afecções, tristes e violentas. E a crise histérica é uma descarga emocional. Os delírios na histeria tem um aspecto onírico e não eram meros delírios febris - tinham um sentido.