Fechner, Brücke, Meynert e Exner

Por Ale Esclapes¹

Como vimos no artigo anterior sobre Herbart, esse propôs que toda representação possui uma energia vinculada à ela. Gustav Theodor Fechner vai desenvolver essa ideia, principalmente no que tange ao termo “energia”, unindo-a a física. Ele vai propor por exemplo uma equação matemática entre o estímulo e a sensação do mesmo:

  
 

S = k.logE

Onde S é a sensação, K é a constante de Weber e E é a intensidade do estímulo físico.

Não é objetivo aqui analisar a equação mas demonstrar que a parte “energética” passa a ser estudada como uma energia do mundo da física, e a coloca no centro dos estudos psicológicos. Esse autor também vai propor um princípios que chamou de “absoluta e aproximada estabilidade”. Esse princípio é semelhante ao que Freud vai chamar de princípio de inércia.

Sob influência de Fechner vamos explorar agora alguns pontos de três professores de Freud.

O primeiro deles é Brücke que vai reduzir todo processo psicológico ao neurológico. Também propôs um sistema parecido com o que Freud vai chamar princípio do prazer, de acúmulo e descarga de energia. O Segundo é Meynert que vai propor o desenvolvimento de dois egos - um primitivo e outro central, responsável por dominar o primitivo, algo semelhante ao ego prazer e ego realidade em Freud. O terceiro é Exner que vai propor um sistema entre ideias e centro de emoções. Também propôs regras de ligações entre neurônios, como a energia caminharia entre eles, etc.

Observa-se que todas essas influências estão no “Projeto para uma psicologia para neurologistas” de Freud, bem como são pano de fundo para suas linhas de pensamento nos Estudos sobre Histeria.

 

¹Psicanalista, professor, escritor e diretor da Escola Paulista de Psicanálise-EPP e do Instituto Melanie Klein-IMK. Autor do Livro "A pobreza do Analista e outros trabalhos 1997-2015" e organizador da Coleção Transformações & Invariâncias.

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