A psicanálise e a ideologia

Por Ale Esclapes1

Hoje, dia cinzento e frio em sampa, decidi por escrever artigos. Parece que escrever artigos é coisa de gente preguiçosa, mas a escrita exige uma certa reclusão que um dia assim proporciona.  A partir daí tive a ideia de escrever sobre o programa Café Filosófico (atenção nobre leitor, pois isso é muito perigoso, pois quem tem ideias são os idiotas, mas se quiser seguir em frente, é por sua conta e risco).

Jacques-Marie Émile Lacan

Por Ale Esclapes1

Foi um psicanalista francês. Formado em Medicina, passou da neurologia à Psiquiatria, tendo sido aluno de Gatian de Clérambault. Teve contato com apsicanálise através do surrealismo e, a partir de 1951, afirmando que os pós-freudianos haviam se desviado do sentido da obra freudiana, propõe um retorno a Freud.

Donald Woods Winnicott

Por Ale Esclapes1

Para Winnicott (1979/1983), cada ser humano traz um potencial inato para amadurecer, para se integrar; porém, o fato de essa tendência ser inata não garante que ela realmente vá ocorrer. Isto dependerá de um ambiente facilitador que forneça cuidados suficientemente bons, sendo que, no início, esse ambiente é representado pela mãe.

Breves comentários sobre as notícias de uma semana..

Por Alê Esclapes1

Executivos nos EUA tentam retardar envelhecimento com hormônios - http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2012/05/18/executivos-nos-eua-tentam-retardar-envelhecimento-com-hormonios.htm – Chega a ser estranho o resultado, quase monstruoso. Será que nem envelhecer com dignidade poderemos?

As tarefas do amor - da paixão à maturidade

Por Alê Esclapes1

Etimologia da palavra “amor”: A palavra “amor” possui como referência comum a palavra latina “amore”, o que do ponto de vista da investigação, não ajuda muito. Acompanhando Zimerman (2010) será utilizado nesse trabalho a etimologia de amor como sendo “a” (contra) e “mors” (morte), ou seja, aquilo que se opõe a morte.

Sobre o discurso na psicanálise

Por Ale Esclapes1

Iniciei há algum tempo uma leitura mais aprofundada de Lacan e aqueles que seguem seu ensino (como alguns gostam de serem designados). É muito interessante a diferença entre as formas de escrita nas diversas escolas de psicanálise.

A lei dos costumes

Por Ale Esclapes1

Em menos de dois meses duas leis que regulam as relações entre pais e filhos foram aprovadas – uma que proíbe as palmadas e outra que proíbe que os pais denigram um ao outro para seus filhos. Duas coisas me chamam a atenção nesse fenômeno – como especialistas são chamados para normatizar a vida cotidiana e como o Estado está adentrando em nossos lares.

A produção do sujeito no sistema capitalista - A virtualidade do sistema

Por Alê Esclapes1

 Virtualidade e Ciência Social: A maior relatividade da economia é flutuar sobre os sentidos da massa sem conseguir atravessá-la, sem conseguir racionalizar os processos subjetivos com os quais a massa trabalha. Prefere-se falar em 'processos subjetivos' quando se fala em determinação de preço, em valor utilidade como se fosse uma mera quantificação de produtos em consumo.

Se todo mundo fizer...

Por Ale Esclapes¹

... vai fazer uma grande diferença. Esse é um “slogan” muito recorrente na atualidade. De comercial de televisão a sermão de padres, é um argumento tido hoje como muito convincente. Mas qual seria o apelo psíquico desse tipo de argumento?

Sigmund Freud - Vida e Obra

Por Alê Esclapes1

Nascido em 6 de maio de 1856 em uma pequena vila morávia de Freiberg que foi anexada pela Tchecoslováquia, migrou para Viena ainda criança, por esse motivo muitas vezes é chamado de austríaco. Filho de Jacob Freud e de sua terceira mulher Amalie Nathanson (1835-1930). Seu nome de batismo segundo a bíblia da família é “Sigismund Schlomo”, nunca tendo utilizado o Schlomo e adotando desde sua entrada para universidade em 1873 o nome de Sigmund.

Sem memória e sem desejo

Por Alê Esclapes1

Um famoso psicanalista chamado Bion escreveu uma frase célebre que até hoje é discutida entre os psicanalistas – “O analista deve estar na sessão sem desejo e sem memória”. Eu me pergunto se todos nós não deveríamos estar no mundo “sem desejo e sem memória”. Mas antes de responder a minha própria pergunta, gostaria de analisar um pouco mais a fundo o que chamamos de memória.